Projectos Multimédia

Instalações interactivas

Atualmente, os eventos visuais parecem predominar nas instalações interativas. Este fato está relacionado ao potencial dos recursos tecnológicos de captação, manipulação, armazenamento, exibição e modificação em tempo real da imagem. Percebemos que dos espaços cheios de objetos, a maioria das instalações transformou-se em salas com imagens projectadas. Porém, não são simples imagens, pois o computador, com os programas actuais, tornaram a imagem inteligente e sensível, comportando-se como se fosse o real ou como desejamos que se comportem, transformando-se simultaneamente com a acção do público. As pessoas entram na instalação e deparam-se com uma grande projecção de uma imagem que se modifica e dialoga com os movimentos, gestos, sons e falas do interagente.

Nesse tipo de instalação o corpo é requisitado para agir fisicamente de alguma maneira, e não apenas assistir a um evento, através da contemplação e reflexão. Durante a leitura de uma pintura também temos diferentes diálogos corporais com a obra, mas na verdade a obra não sofre mudanças físicas, enquanto que nas instalações interactivas é requisitada a actuação corporal do público para modificar fisicamente a obra. Assim, a pessoa, o interventor é a “personagem” que completa a obra.

O espaço arquitectónico e as salas preparadas especialmente para a instalação, são escolhidos ou produzidos com o objectivo de encontrar um ambiente que esteja de acordo com o conceito da obra e ao mesmo tempo de capturar o público. “As instalações interactivas são apresentadas frequentemente como ambientes abertos para a exploração, com cada realização determinada pela acção individual, curiosidade, e jogo.” (WINKLER, 2000).

Os computadores têm sido utilizados nas instalações interativas como controladores dos eventos no ambiente, ou seja, através das interfaces, um sinal é enviado a um programa, que estabelece as funções que este deve desenvolver, e processa a saída de alguma informação através dos periféricos, que podem ser visuais, sonoros ou até eléctricos, activando algum outro equipamento conectado ao sistema. A complexidade dos programas tem possibilitado muitos recursos tanto para o controlo de informações quanto para o tratamento em tempo real de imagens e sons.

“… a criatividade começa onde termina a linguagem, isto é, pela regressão aos níveis pré-verbais e aparentemente pré-racionais da actividade mental, onde a mente em actividade é momentaneamente libertada da tirania dos esquemas rígidos e superprecisos; de seus enrustidos preconceitos e axiomas secretos; é levada a reaprender e adquirir uma nova inocência do olhar e da fluidez do pensamento, que capacita a descobrir analogias ocultas e ousadas combinações de ideias, as quais seriam rejeitadas num estado de sobriedade e plena consciência” (KOESTLER apud LAURENTIZ,1991: 37)

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