Tipos de som: ruído, fala, música e silêncio

Ruído:

Na electrónica, o ruído pode ser associado à percepção acústica, por exemplo de um “chiado” característico ou aos “chuviscos” na recepção fraca de um sinal de televisão. No processamento de sinais o ruído pode ser entendido como um sinal sem sentido (aleatório), sendo importante a relação Sinal/Ruído na comunicação.

O ruído é composto por inúmeras frequências sem que exista um padrão que as relacione directamente. O resultado é um sinal complexo, sem uma frequência fundamental fixa, sendo portanto um sinal não periódico. Estes sinais têm um comportamento imprevisível e, consequentemente, são difíceis de caracterizar com exactidão.

 

Figura 1 - O ruído pode-se tornar incomodativo.

Fala:

A fala é o som produzido pelo ser humano, mais frequentemente utilizado por este. Os movimentos vibratórios das cordas vocais, localizadas na laringe, são os responsáveis pela produção de sons. Chegando à boca, o som é articulado graças à acção da língua, dos lábios, dos dentes, do véu palatino e do assoalho da boca.

A nossa voz é recorrida maioritariamente com o objectivo de comunicar, ou apenas como uma forma de expressão da própria pessoa. Para efeitos musicais, a fala pode-se transformar em canto, que é interveniente em muitas produções musicais e até possui a sua parte individual numa partitura.

Figura 2 - A fala como elemento de comunicação.

Música:

A música  (do grego μουσική τέχνη – musiké téchnea arte das musas) é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo, ou não, uma pré-organização ao longo do tempo. Trata-se portanto de uma sequência de sons, sequência esta que é organizada de forma a ter um ritmo próprio, harmonioso e agradável a quem o escuta.

A criação, a performance, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas até à música improvisada e formas aleatórias. Pode ser dividida em géneros e subgéneros, que variam essencialmente no tipo de sons utilizados, de acordo com os instrumentos recorridos, e no ritmo que os sons adquirem. Dentro das “artes”, a música pode ser classificada como uma arte de representação, uma arte sublime, uma arte de espectáculo.

 

Figura 3 - A música é mais do que som. Transmite sentimentos e cor.

Silêncio:

O silêncio é a ausência total ou relativa de som.

– Por analogia, o termo também se refere a qualquer ausência de comunicação, ainda que por meios diferentes da fala. Quando é relativo a esta última, pode ser resultado de hesitação, gaguez, autocorrecção ou de uma diminuição no ritmo ou velocidade com o propósito de clarificar ou processar as ideias.

– De acordo com as normas culturais, o silêncio pode ser interpretado como positivo ou negativo.

– Os surdos vivenciam uma cultura completamente silenciosa.

– A música está dependente do silêncio para distinguir períodos de som e permitir que as dinâmicas, as melodias e os ritmos tenham maior impacto. Por exemplo, a maioria das partituras apresentam pausas que indicam períodos de silêncio.

– Alguns compositores tomam partido do silêncio levando-o ao extremo. O compositor John Cage criou uma música experimental de nome “4’33””, que é constituída por pouco mais de quatro minutos e meio de silêncio.

Figura 4 - Desfrute do silêncio.

 

Figura 5 - O silêncio enriquece a música.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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